Metodologia de desenvolvimento em Projetos Web

Ter uma metodologia de desenvolvimento é fundamental para que um projeto seja concluído com sucesso, e um projeto de site não é diferente…

arquiteturadainformacaoTer uma metodologia de desenvolvimento é fundamental para que um projeto seja concluído com sucesso, e um projeto de site não é diferente. O primeiro passo de um projeto, antes mesmo de pensar em seu design, é fazer um levantamento completo das informações. O Web Designer deve ficar atento para entender, desde o início, a consistência das idéias do projeto e compartilhar com o cliente as oportunidades, ameaças, pontos fortes e fracos de certas abordagens no projeto final.

Quando no inicio de um projeto, as discussões focam-se mais no quesito estético do que no próprio foco do projeto, há então um grande sinal de que o projeto levará muito mais tempo para ser entregue do que se espera e, pior ainda, a chance de ter retrabalhos é muito maior, pois no campo da subjetividade fica complicado colocar limites. Além disso, trata-se de um projeto com características muito pessoais, o que assemelha-se mais a uma produção artística do que um instrumento eficaz de comunicação ou prestação de serviços. Todos estes fatores devem ser levados em conta no contrato, uma boa solução é a bilhetagem por hora e cobrança no caso de gestão de mudanças. Em geral, quanto mais preocupação estética se vê nas reuniões preliminares, mais dificuldades o projeto terá em ter alguém que o alimente com conteúdo.

Arquitetura de informação

Mapa do siteUm cuidado que o cliente deve ter ao contratar uma empresa, é saber se ela está apta a colaborar ou produzir sozinha a arquitetura de informação do site. O cliente também deve estar atento para que não seja iludido, com a sugestão de layouts e ‘solução de design’, antes de uma arquitetura de informação bem definida. Em geral, algumas agências com base no modelo de trabalho do meio gráfico, pensam em desenvolvimento de sites como se fosse um projeto gráfico, que na verdade é muito diferente. A grosso modo, seria como um arquiteto apresentasse uma maquete de uma casa antes mesmo de você informar o orçamento, quantidade de cômodos, tamanho do terreno, tipo do imóvel etc.

Dica ao contratante: Se a empresa ou prestador de serviços, antes de conhecer e definir bem a arquitetura de informação do seu site, já lhe oferecer soluções visuais bem elaboradas, desconfie, pode haver mais disposição em te ganhar pelo ‘look and feel’ do que pela capacidade de produzir o projeto em si. A não ser que o seu projeto seja extremamente simples, com meia dúzia de páginas, qualquer outro projeto de médio e grande porte precisa, antes de tudo, de uma arquitetura bem definida e acordada com o cliente, caso contrário, muito provavelmente todos perderão com desgastes e quebra de expectativas.

Design

Depois da arquitetura de informação bem definida e o escopo do projeto todo fechado, algumas provas de layout são apresentadas ao cliente. O designer para produzir este material precisa conhecer bem as características técnicas da internet, isso é fundamental para que não haja problema na hora do desenvolvimento, para que não se inviabilize a escalabilidade de um projeto, a acessibilidade e principalmente, para que o projeto tenha boa usabilidade. O designer deve conhecer bem as heurísticas de usabilidade e nortear a questão estética para esta direção.

Gerenciamento de conteúdo

Depois do design definido, o sistema de gerenciamento de conteúdo deve ser construído para que o cliente possa fazer as alterações no conteúdo do site. É extremamente importante que o cliente saiba da possibilidade de que ele mesmo possa fazer a manutenção no site sem precisar ter conhecimentos técnicos em desenvolvimento.

Riscos

É importante análisar os riscos de um projeto. Em projeto de sites ou sistemas, tente trazer os riscos para antes do desenvolvimento do produto. Quanto mais tempo se investe discutindo e planejando ANTES, menos problemas aparecerão. Gaste o ‘máximo de tempo’ fazendo a arquitetura, nomenclaturas, glossários e principalmente, a validação com o cliente para evitar mudanças de escopo no meio do processo, e que, se for necessária a mudança, que isto seja definido como gestão de mudanças e que haja custo para isto.

Dica para o web designer: Esqueça o layout, nem pense em encostar no html ou conteúdo antes de ter a arquitetura de informação definida e validada com o cliente.

Análise SWOT

Para assegurar-se de que este projeto está alinhado com o mercado atual, e que, você poderá se precaver de riscos e até mesmo se destacar diante dos seus concorrentes, a Análise SWOT é a ferramenta certa.

A Análise Swot é um conceito para fazer uma análise de cenário (ou de ambiente), sendo usado como base para a gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa, mas podendo, devido a sua simplicidade, ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário, desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional.

O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês, e é um acrónimo de Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

A Análise SWOT é um sistema simples para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão.

Análise SWOT
Análise SWOT

Estas análise de cenário se divide em ambiente interno (Forças e Fraquezas) e ambiente externo (Oportunidades e Ameaças).

As forças e fraquezas são determinadas pela posição atual e se relacionam, quase sempre, a fatores internos. Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos.

O ambiente interno pode ser controlado pelo individuo, uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas por ele mesmo. Desta forma, durante a análise, quando for percebido um ponto forte, ele deve ser ressaltado ao máximo; e quando for percebido um ponto fraco, o individuo deve agir para controlá-lo ou, pelo menos, minimizar seu efeito.

Já o ambiente externo está totalmente fora do controle. Mas, apesar de não poder controlá-lo, o individuo deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência, de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. Evitar ameaças nem sempre é possível, no entanto pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las, minimizando seus efeitos. A Matriz SWOT deve ser utilizada entre o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita.

 

“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças” (SUN TZU, 500 a.C.)

Metodologias

Gosto de duas metodologias para o desenvolvimento de projetos web, são elas: RUP e PMO.

Aprendendo com Barack Obama: Estratégias digitais para as eleições 2010

A estratégia da campanha de Barack Obama e sua aplicação às eleições brasileiras de 2010 vão muito além deste artigo. Mas ele serve para lhe dar uma visão ampla do que pode ser feito. Se você quer um conselho final: Não espere, comece já. Quanto antes você iniciar, menos recursos vai investir e melhor será o resultado.

Imagem ilustrativa de obamaEnquanto Hillary Clinton, esposa de um ex-presidente americano, e John McCain, um respeitado senador americano, pensavam como iriam se enfrentar na disputa eleitoral americana, surge um jovem afro-americano, nascido em Honolulu, Havaí, com sobrenome árabe, que sai do quase anonimato para tornar-se o 44º presidente americano, com uma estratégia de campanha fortemente baseada em redes sociais, mensagens de celular, voluntários e micro-financiamento.

Mas, apesar do grande feito de Barack Obama, a maioria das pessoas desconhece o que de fato aconteceu nos Estados Unidos, e o que contribuiu para a sua eleição.

O que Obama e sua equipe fizeram com redes sociais e com a tecnologia móvel, já era feito por ele quando trabalhava em Chicago como líder e advogado comunitário na década de 90: mobilizar voluntários por uma causa justa. O que ele fez em Chicago durante seis anos para pequenas comunidades, ele conseguiu reproduzir em menos de 18 meses por todo os Estados Unidos durante as prévias e, depois, na campanha presidencial.

O que de fato mudou nestes 18anos, entre sua formatura em Harvard e sua posse como Presidente dos Estados Unidos da América, foram os meios e as tecnologias, que viabilizaram a velocidade, abrangência e a eficácia necessárias para implementar aquilo que Obama sabia que funcionava com o povo americano.

O grande mérito do atual presidente americano, que mudou a forma de se fazer política no seu país – e mudará em todo o mundo – , foi o de ficar atento à evolução dos meios, mídias e tecnologias, para usá-los, assim que fosse viável e necessário, a seu favor e, mais importante, antes que seus concorrentes tivessem coragem de fazê-lo.

Pense nisso: A grande questão é estar atualizado, ter visão e coragem de implementar uma nova ação digital antes dos seus concorrentes. Esse é o diferencial competitivo do novo milênio.

Obama começou sua campanha com uma quantidade ínfima de recursos financeiros e operacionais mas, por ter adotado as tecnologias certas no momento certo, ao final da campanha já tinha captado, com doações de campanha, mais que o dobro do que seu concorrente conservador, John McCain.

Então não interessa se neste momento você é um grande político de abrangência nacional, ou um pequeno candidato de um pequeno partido, prepare-se para o que vem por aí e passe na frente de todos.

Mas vamos aos pontos fundamentais da campanha de Barack Obama e que podem ser aplicados no Brasil na campanha eleitoral de 2010:

1. Seja social: As mídias sociais permitem criar relacionamentos duradouros com uma legião de seguidores. Não se trata de invadir o Twitter ou Orkut com mensagens publicitárias, mas permitir que as pessoas se organizem e transmitam voluntariamente sua mensagem através delas. As mídias sociais permitem que você se apresente diretamente ao eleitorado, com um custo muito mais baixo e um impacto muito maior que o da publicidade tradicional. Durante a campanha eleitoral americana, a equipe de Obama esteve presente em todas as principais redes sociais, disponibilizando material e informações para os milhares de voluntários engajados na campanha. Lembre-se de que o brasileiro já passa três vezes mais tempo na Internet que na televisão, e mais de 80% dos Internautas participam de alguma redes sociais.

2. Seja ágil: O celular é um sucesso inegável, e se tornou uma plataforma móvel para interação, navegação e envio de mensagens de texto. Assim é possível criar uma estratégia de e-mail marketing móvel, ou SMS marketing, que mobilize os voluntários e o eleitorado na campanha. Não se trata de enviar mensagens não solicitadas para milhares de pessoas, mas sim de criar uma base de voluntários que pode ser acionada de forma ágil e barata. Quando Obama iniciou sua corrida eleitoral nas prévias do partido democrata ele contou com um aliado poderoso: seu BlackBerry. A equipe de Obama cadastrou milhares de voluntários e obteve seus números de celular. A partir daí usou as mensagens SMS para distribuir tarefas, que incluíam o contato com os amigos e a obtenção de novos números de celular para aumento da base de voluntários. Antes de cada prévia os celulares dos eleitores de cada região recebiam mensagens com informações das ações necessárias e o que cada um deveria fazer. A mobilização e a agilidade alcançadas com as mensagens SMS, enviadas para os telefones celulares de milhares de voluntários, foram decisivas.

3. Seja transparente: Criar um ambiente na Internet que permita ao eleitor acompanhar a campanha, contribuir para seu candidato, e interagir com o partido, leva naturalmente ao voluntariado, à transparência, e ao micro-financiamento. O site My.BarackObama.com reproduziu as ferramentas de sucesso do Facebook e serviu a dois propósitos: Criar uma estrutura de micro-financiamento, onde voluntários se dispunham a arrecadar pequenas quantias para a campanha, e criar um ambiente de divisão de tarefas e atividades, onde os voluntários sabiam o que tinham que fazer antes mesmo da chegada da comitiva e do candidato a sua cidade. Os dois juntos representaram mais da metade dos recursos da campanha de Barack Obama.

4. Comece já: Nos novos tempos da Internet o volume de informações e a velocidade de troca são imensos. Portanto não adianta começar junto com seus concorrentes. Você deve começar antes de todos, quando ninguém pensa ainda sequer em planejar ações. A campanha de Barack Obama na Internet começou muito antes das prévias do partido, e foi crescendo e ganhando velocidade. Vencer Hilary Clinton, para muitos foi uma surpresa, mas na verdade foi fruto de um trabalho iniciado muito antes de todos os outros candidatos.

5. Seja contínuo: Não seja uma onda, seja um rio. A continuidade das relações e das atividades é fundamental para o crescimento e para a manutenção de relacionamentos duradouros. Os partidos aparecem esporadicamente, e os candidatos, que não estão no poder, só aparecem durante as campanhas. Criar um movimento contínuo, que junte eleitores e voluntários em torno de suas ideias, e na sua luta, ajuda a criar uma base forte e sólida. O site My.BarackObama.com continuou a existir mesmo após as eleições. Ele agora tem outras funções, mas mantém acessa a chama, o entusiasmo e a interação com seus eleitores.

A estratégia da campanha de Barack Obama e sua aplicação às eleições brasileiras de 2010 vão muito além deste artigo. Mas ele serve para lhe dar uma visão ampla do que pode ser feito. Se você quer um conselho final: Não espere, comece já. Quanto antes você iniciar, menos recursos vai investir e melhor será o resultado.

Fonte: Imasters