Publicidade na Internet avança e passa a TV no Reino Unido

O Guardian destacou que a internet já responde por 23,5% de todo o dinheiro gasto em publicidade no Reino Unido, enquanto a TV responde por 21,9% dos orçamentos de marketing.

tv_antigaO mês termina com a notícia das versões eletrônicas do The Guardian e The Financial Times nesta quarta-feira (30) atestando que o Reino Unido tornou-se a primeira grande economia em que os anunciantes gastam mais em publicidade na Internet do que na publicidade televisiva nos primeiros seis meses do ano.

O Guardian destacou que a internet já responde por 23,5% de todo o dinheiro gasto em publicidade no Reino Unido, enquanto a TV responde por 21,9% dos orçamentos de marketing. Já o econômico FT.com descatou a declaração de Peter Scott, presidente e executivo-chefe conjunta Engine Group, uma das maiores do Reino Unido, grupos de agência independente de publicidade — é um momento da história. Marca um ponto quando as coisas não vão voltar a ser como eram. A mudança da tecnologia e da fragmentação da mídia não vai parar — disse.

A notícia nos sites internacionais repercutiu no Brasil, o blog Toda Mídia, da Folha Online e vários perfis brasileiros no twitter comentaram o assunto nessa manhã.

A saber, o Reino Unido não é o primeiro país onde a internet ultrapassou a TV em gasto com publicidade, a Dinamarca atingiu a marca de cerca de seis meses atrás. Mas é a primeira grande economia registrar essa mudança.

Internet + Pirata = crime ou um golpe de marketing?

O Julio Sonsol, autor do blog Questão Fundamental, estava decidido a criar uma ONG com o título MODELA (Movimento em Defesa do Livre Acesso à Cultura Digital), não sei se isso foi mesmo concretizado, mas o objetivo desta, seria defender o que vem sendo equivocadamente dito como pirataria.

Eu acho muito interessante essa iniciativa, até porque, desde o início, quem construiu a era digital foram os próprios usuários, empresas, empreendedores, interessados e curiosos.

Eu sei que tem o lado pirata da história. Não querendo referir-se especificamente do “pirateamento” de músicas, filmes, jogos e etc. Mas sim, daqueles que têm a má intenção ao criar uma página clonada de um site de banco, mandar spams, vírus e spywares no seu e-mail, incentivar a pornografia infantil, ao praticar crimes por intermédio da internet e mais um monte de crimes que atingem diretamente uma pessoa física. Porque esse tipo de crime é o maior problema. Agora piratear algum software, música, filme e etc, não é nada legal, mas você estará atingindo uma empresa (no caso de uma música, a gravadora) e não uma pessoa física.

Eu desconhecia o caso do filme Wolverine na época, mas no tópico do blog Questão Fundamental fiquei sabendo que o filme Wolverine teve uma cópia pré-finalizada disponibilizada na Internet. Downloads se multiplicaram e muitos puderam ver a obra antes do lançamento pelo cinema. Ao contrário de esvaziar as salas de projeção, o que seria uma pirataria foi um golpe de marketing. A moral da história é que, só na primeira semana o filme Wolverine faturou US$ 87 milhões batendo todos os recordes de bilheteria da história. Muita coincidência, não? O mesmo aconteceu com Tropa de Elite, que também foi pra rede antes da tela e também se transformou em campeão de público no Brasil, o maior de todos de 2008.

A minha conclusão é que, não é necessário que exista regras muito especificas para a internet, a política deve saber até onde ir quando se cria uma lei ou restringe algo na internet e os usuários devem seguir em frente. Mas sempre respeitando uns aos outros e fazer da internet uma fonte de informação, um caminho para a comunicação e uma porta aberta para o empreendedorismo.

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Abraços,
Lucas Martins.